O melhor da época 2010/11 Parte 1 As Surpresas!

Posted: 2011/07/08 in Análises de Temporada, Séries Americanas

Cá estamos com muito tempo de atraso a fazer esta análise, mas prontos para fazer um pequeno tour pela melhor que se fez este ano de ficção em série. Foi um ano sem grandes surpresas nos canais nacionais americanos, nenhuma série se destacou de forma considerável a nível de audiências ou mesmo pela critica. Portanto todo o mérito este ano está concentrado no cabo e na tv britânica.

Game of  Thrones 

Muito antecipada adaptação dos livros ‘A Song of Ice and Fire’ de  George R. R. Martin e não desiludiu. A HBO que é sempre uma garantia de qualidade esmerou-se numa cara e muito fidedigna adaptação do primeiro livro da saga. Apesar de algumas criticas que a mesma está demasiado literal na linha dos acontecimentos, não sendo assim surpresa para os leitores os acontecimentos, não deixa de ser unânime a qualidade do elenco e da produção. Uma história complexa, mas muito bem construída, com uma facilidade de criar empatia com as personagens e ódios de estimação a outras. Lamenta-se o facto de ter somente 10 episódios e uma longa espera para a segunda temporada.

Para mim foi uma das surpresas do ano, não conhecia os livros e portanto a ideia que tinha da série era mais algo ao género do Senhor do Aneis, mas pelo contrário é uma série muito mais real e humana, com pontos de fantasia óbvios mas que não são o foco da série por agora. O que mais me surpreendeu é o facto de que ninguém na serie está a salvo, cada momento pode ditar o fim de uma personagem que julgamos que por ter imenso destaque é imune a morrer, como nos habituamos noutras series de heróis e vilões.

Shameless

A Showtime presenteou-nos este ano com um remake de uma série de sucesso britânica, que apenas vi um ou outro episódio e que me soava a algo meio trash, como muitas comédias completamente non sense que por lá se fazem. Mas esta versão cai muito mais no drama e é uma supresa a cada episódio. E o grande elemento vencedor aqui é o elenco, que funciona quase na perfeição e ao primeiro episódio estamos a viver naquela família completamente disfuncional mas que acaba por ser muito mais responsável e unida do que muito do que conhecemos da nossa sociedade. A série usa e abusa de alguns tabus da sociedade americana e passa por cima deles como se nada fosse, é uma retrato das classes baixas e da cultura americana que não se vê tanto em ficção. Uma série a ver e altamente recomendável.

The Killing

Uma adaptação da AMC de Forbrydelsen uma série Dinamarquesa que causou algum burburinho. A série não é consensual e sofreu alguns problemas de ritmo, muito habituais nas séries deste canal. Talvez o objectivo fosse manter uma linha que vem de Mad Men, Rubicon e Breaking Bad, em que optam por não ser demasiado clichés. Do meu ponto de vista a série é altamente comparável a Twin Peaks, embora não haja aqui nada de sobrenatural, mas o percurso da Rosie Larsen não fica muito longe de Laura Palmer. Embora as personagens tenham conseguido uma empatia com o publico, sentiu-se que a série demorou demais e talvez pelo facto de cada episódio nos dirigir num sentido e no fim nos dar outro e ai chegamos ao final que gerou o grande problema. Todos achavam que ia ter o assunto resolvido, mas não, os autores claramente num twist de 3 ou 4 cenas resolveram deixar tudo em aberto para a segunda temporada. Não é para mim um problema, pois sendo este um canal de cabo eu confio que teremos um fim apropriado, mas penso que podiam ter optado por outro caminho… A série não me desiludiu e continuo a achar que foi uma das pérolas deste ano, espero é que não tenham cometido um erro com aquele final…

Fringe

A série teve este ano o seu auge, depois de um cliffhanger de grande nível na segunda temporada, viajamos entre mundos e conhecemos o outro lado das nossas personagens favoritas, que na realidade nem eram assim tanto com o evoluir dos episódios. Depois de uma primeira parte mais conseguida, voltamos ao nosso mundo com alguns episódios mais fracos e a exploração de uma mitologia que nos abria portas para o que ai vinha… mas se até perto do final estamos todos na expectativa de ver aquelas peças juntarem-se a série resolveu dar-nos um pontapé nos tomates e dar-nos um minuto final de temporada completamente non sense e onde ficamos todos sem saber o que raio se passou ali e sobretudo onde encaixar todos os elementos que nós vinham a ser dados ao longo da série. Não deixa de ser uma das melhores séries da actualidade, mas corre o risco de ir longe demais  e se perder completamente. Aguarda-se assim o que aí vem…

Continuamos em breve com um olhar sobre as série Britânicas e sobre as séries canceladas…

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