Eu sei que está frio, mas séries novas nunca são demais…

Posted: 2012/02/04 in Novidades, Séries Americanas

Eu sei que está frio mas há sempre formas de nos aquecermos, nem que seja enfiados na cama o dia todo a ver séries… Por acaso não é meu hábito, nunca me habituei a essas mordomias embora estes dias a vontade seja essa. Então que sugestões podemos ter nestas primeiras semanas do ano? House of Lies, Luck, Alcatraz?

Primeiro destaque vai para House of Lies, que na realidade não é uma série tão bem conseguida como foram por exemplo Californication e Weeds no seu inicio. A série sofre de alguns problemas e sobretudo procura pisar em terreno minado para com isso nos parecer muito inteligente. Primeiro problema da série, o mundo dos consultores empresariais é uma seca e a série tenta por tudo nos passar um monte de estratégias mega inteligentes e deturpadas com supostas criticas ás grandes empresas e como elas controlam o mercado. Quem não está dentro do ramo percebe alguma coisa daquilo? Sinceramente quando começam a falar em velocidade de cruzeiro de estratagemas eu desligo. Outro problema é o núcleo familiar, obviamente aquela desorientação sexual de um miúdo de 8/10 anos que ora é travesti, ora é uma simples criança é claramente para tentar chocar o espectador, é um tema demasiado confuso e não entendo qual o objectivo. Finalmente o problema maior da série é o elenco, Don Cheadle está em terreno que não conhece, além de ter demasiado foco na série nota-se algum amadorismo na forma como se apresenta em TV, e sejamos sinceros a linguagem da tv ainda é bastante diferente do cinema. O restante elenco até é competente, mas não conseguem ter destaque sobretudo Kristen Bell, que está mais habituada a este género, simplesmente quem criou a série só pensou no Don Cheadle e vai ser difícil a qualquer um deles ganhar mais do que meia dúzia de asneiras e gags ridículos…

Com isto devem achar que a série é má… não é do melhor que a Showtime tem feito sem dúvida, mas como está ainda verde é possível que haja algum crescimento até final da temporada e talvez tentem retirar tanto foco ao Don Cheadle e as suas demasiadas vezes sem roupa… também queremos a Kristen Bell no seu melhor.

Apesar de ainda só ter visto um episódio de Luck é fácil perceber como a HBO se move entre os melhores, um elenco e uma produção vinda do cinema, a série apresenta-se como uma das mais interessantes propostas visuais da temporada. A história não é muito fácil perceber, esse é somente o único problema, devido sobretudo ao tema se focar somente nos meandros das corridas de cavalos e se sentir algum elitismo em relação a quem se dirige a série. Mas conseguindo passar as apresentações é fácil cair na emoção que é assistir a estes eventos. É de ficar sem fôlego as cenas das corridas de cavalos e todo o foco que as personagens ganham nesses momentos.  Só por assistir a mais momentos desesperantes como aquele no final do episódio não resisto a continuar a ver. Apesar de ser a cara da série Dustin Hoffman foi o elemento menos interessante do episódio, embora com algumas cenas dignas do grande actor que é, mas como deu para perceber haverá mais que espaço para a personagem progredir na série e justificar a sua presença.

Uma série a ter em conta porque na HBO é raro sairmos desiludidos.

Se alguém se surpreendeu com o que Alcatraz nos ofereceu sinceramente não fui eu, já tinha em mente que este era o caminho da série. Na realidade foi exactamente assim que Fringe começou, casos da semana, aparentemente uns mistérios nas entrelinhas e uma organização secreta. Para quem gosta de procedurals fora do comum este é o caso. A série pega na permissa do misterioso desaparecimento dos prisioneiros de Alcatraz, durante anos o mistérios manteve-se até que os prisioneiros começam a regressar com duas missões distintas, vingar a sua prisão e executar uma missão secreta e basicamente é isto que irá acontecer a cada episódio. Certamente que iremos ter alguns dados sobre as razões do evento e só me ocorre que a ideia é basicamente a mesma que prevaleceu em The 4400 em que pessoas desaparecidas regressam com uma missão misteriosa.  Não terem já caído em cima da série por plágio até admira, mas sinceramente olhando para as séries actuais é dificil não associar a outras antigas, ideias novas precisam-se.

O elenco a mim não me pareceu suficiente, Jorge Garcia é uma espécie de isco para os fãs de Lost, não deverá demorar a haver easter eggs de Lost nesta série, como aliás aparece em várias. Sarah Jones parece-me muito a típica policia com problemas do passado por resolver, não é por acaso que a família dela está ligada a este evento e depois temos o peso pesado Sam Neil que fica sempre bem nestas série para dar um ar de competência e elevar o patamar da série.

Não senti vontade de ver mais da série, talvez num futuro próximo se venha a revelar um pouco mais do que aquilo que mostrou…

Até já.

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