Falling Skies – Season 1

Posted: 2012/02/05 in Análises de Temporada, Séries Americanas

 

Falling Skies foi uma aposta arrojada do canal de cabo TNT, sabendo-se de antemão que o canal mais se dedica a dramas e policiais era difícil ter grandes expectativas, a não ser somente pela presença do nome Steven Spielberg na produção. Se por um lado a aposta foi ganha em audiências, por outro pode não ter sido tão bem conseguida como de inicio se podia julgar. Com nuances a fazer lembrar claramente Guerra dos Mundos a série resistiu e o que ficou dos 10 episódios?

A série situa-se num cenário apocalíptico seis  meses depois de uma invasão alienígena , com um grupo de resistentes a tentar sobreviver no caos e sobretudo tentando perceber as razões deste ataque. No inicio a série foca-se mais na tentativa de defender os poucos que ainda sobreviveram, pois segundo consta a população do planeta teria sido quase dizimada totalmente. Sem demoras a série mostra-nos logo a face dos aliens aqui chamados de Skitters, pelo facto de parecerem aranhas, a eles se juntam os chamados Mechas, maquinas de combate que asseguram as missões.

Embora rapidamente tivéssemos dados sobre os aliens e mesmo algumas questões mais cientificas, o que é certo é que as razões da sua presença nunca foram claras, e menos ainda a utilidade de raptar crianças. Sabemos que se comunicam através delas e que as mesmas se vão transformando em algo (como podemos constatar perto do final) dessas criaturas, mas não sabemos no fundo a sua real utilidade.

Como em qualquer série deste género os dramas humanos são recorrentes, e para isso temos um pai que luta pela sobrevivência dos filhos, pessoas psicologicamente feridas pelas perdas que sofreram e militares que tenta a todo o custo manter a honra e a defesa do povo. Neste emaranhado a série foca-se num professor de história, que não se poupa a usar o seu conhecimento sempre que pode, Tom que no inicio tenta resgatar o seu filho que foi raptado e colocado sobre o controle dos Skitters com um ‘arreio’. Se com alguma facilidade o filho é resgatado, assim como outro, logo se percebe que os mesmos não perdem a conexão com os Skitters o que até convém para algumas soluções tiradas rapidamente da cartola para o final.

Muitos aspectos há certamente a considerar mas também alguns problemas ficaram evidentes, a série acabou por se revelar bem mais básica do que aparentava, pelo facto de andarmos com uma espécie de jogo do gato e o rato e o final é tudo menos conclusivo em coisa alguma sobretudo para uma temporada.

Não é do melhor do género que se fez, mas é um bom entretenimento e não sendo uma temporada muito longa raidamente chegamos ao final. Uma sugestão para os períodos menos cheios de séries.

Na teoria este texto deveria ter saído no final do verão passado, daí estar descontextualizado da realidade actual. Mas achei que não devia deitar fora e publicar na mesma.

Até já.

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