Notas da Semana #1 Pilotos e regressos – Semana 1

Posted: 2012/10/03 in Crónicas, Notas da Semana, Novidades
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Dado a pouca actividade do blog resolvi criar um post semanal com notas e considerações sobre o que vou vendo a cada semana. Com o início da fall season chegam também uma grande quantidade de séries, algumas rapidamente perdemos o interesse outras ganham espaço enquanto duram. Como o mundo das série não se limita só ao que estreia no momento mas também ao que vai vendo que ficou para trás vou também incluir alguns pontos sobre o que vou vendo fora da grelha habitual.

Por agora a lista é capaz de ser mais extensa e não tanto sobre as séries que vejo regularmente porque costumo ver todos os pilotos, na maioria dos casos basta isso para saber que não quero ver mais uma série, portanto aqui segue a primeira fornada de episódios com a respectiva nota:

Go On 1.01 até 1.04

Apesar de algo trapalhão o piloto até deixou alguma vontade de continuar a ver a série que oscila entre algum drama sobre a perda da mulher e a dificuldade em aceitar ajuda de um grupo de apoio muito peculiar. Ao segundo episódio a série mostra-se um pouco mais solta mas insiste em ter um elenco muito grande onde praticamente quase todos são anulados por Mathew Perry. Ao terceiro episódio o foco narcisista de Ryan acaba por usar os outros em seu proveito e mais uma vez as personagens secundárias é que perdem. Ao quarto episódio encerrei a minha visualização nesta série dado que acho lamentável que a série somente se foque no personagem de Ryan opte por ignorar o potencial à sua volta. A piada nunca foi muita e portanto é uma série que não me conseguiu agarrar.

Nota: 6.2

The Mob Doctor 1.01 – Pilot

Para um canal, a FOX, que tinha tão pouco espaço para séries novas é de estranhar a opção numa série tão fraca, acredito que havia melhores séries em cartaz, aliás uma delas está na mid season até deve vir mais cedo, The Following. Um piloto confuso e sem grande definição, onde uma médica se divide entre salvar vidas ( a parte procedural) e ajudar a máfia. A série não deverá durar muito tempo e portanto quem mal começa dificilmente se endireita. Uma série a colocar de lado.

Nota: 5 

The New Normal 1.01 – Pilot

Confesso que não sou muito fã de comédias é preciso ter algo mais para me convencer a seguir e apesar de New Normal ter uma história até certo ponto coerente e com potencial há um claro exagero nas atitudes e na forma como se aborda este tema da barriga de aluguer para uma casal gay. Não é que não tenha piada, há alguns momentos que fazem rir, mas os clichés e os lugares comuns podiam ser evitados. Depois há a parte do preconceito personificado na mãe da protagonista que consegue em alguns pontos ser violenta nas palavras, não fosse isto uma comédia já tinha um monte de movimentos gays à porta a protestar. Não me convenceu, mas não é certamente das piores coisas que por aí andam.

Nota: 7.8

Guys With Kids 1.01 – Pilot

Este é o tipo de série que era capaz de resultar há 10 anos. Três amigos cada um com uma vida conjugal distinta e com filhos bebés. A partir daqui é a enxurrada de piadas enlatadas e os clichés típicos do engate, das mulheres, de como ser pai. As comédias multicam estão um bocado fora de moda, já só há um canal que lhes dá alguma relevância, a CBS, o resto já funciona ao estilo tradicional de single cam das séries dramáticas. Até pode ter as suas piadas forçadas e um elenco que até funciona bem no conjunto, mas qual é a novidade? Nenhuma. Não há nada nesta série que não tenha sido feito ou alguém achava que por ser criada pelo Jimmy Fallon ia ser melhor que as outras?

Nota: 5.4

Downton Abbey – 3.01/3.02

O regresso de uma das séries inglesas preferidas dos americanos. Mas em que ponto ficou a série? Com o final da temporada passada finalmente Matthew e Mary acertaram-se e tiveram o seu final feliz. Mas com o regresso da série e o enfoque no casamento começam a pairar alguns problemas ao casal e que se estendem por estes dois capítulos.  O primeiro todo ele baseado no casa ou não casa e o segundo nas consequências da possível falência da família devido a um negócio ruinoso e a provável perda de Downton. E aqui começa o conflito já que Matthew recusa receber a herança da sua falecida esposa como forma de salvar a família. Se o primeiro episódio teve sumo suficiente o segundo enrolou um pouco a história, valeu pela presença da mãe de Cora, Martha, que apesar de uma óptima presença se esperava mais da personagem e do conflito entre ingleses e americanos. Depois os problemas da criadagem continuam os mesmos com os conflitos habituais.

Nota: 8.3/7.8

Revolution 1.01/1.02

Eu já disse muito sobre esta série e nem vale a pena repetir as mesmas ideias. Desde o inicio que a premissa para mim não faz sentido, não pelo facto de a energia ter deixado de funcionar ou de se produzir, mas pelo facto de que numa civilização evoluída como a nossa passados 15 anos ninguém consegue produzir energia de outras fontes? E vivem como se fosse a idade média? Esqueçamos isso e peguemos na história que em tudo se assemelha a Walking Dead na sua parte errante. Um grupo de pessoas perante a morte de um ente querido resolve partir em busca de respostas e tentar salvar o adolescente asmático das mãos de uma milícia. Em dois episódios nada de relevante acontece, até porque a facilidade com que se encontra quem se procura nesta série é algo de dar bradar aos céus de tão pouco coerente. A série não tem claramente um objectivo definido e portanto mesmo que nos enrolem com a ideia que há uma lógica por detrás do apagão (até deve haver mesmo) isso não é relevante no inicio da série. O enfoque aqui tem de ser nas personagens e todas elas são ocas e sem personalidade. As semelhanças com Hunger Games saltam à vista e isso atraiu muito boa audiência à série, resta saber se o desenvolvimento consegue ser tão mau ou pior que Flashfoward e The Event.  Depois temos um vilão mau como as cobras que no segundo episódio aparece apenas numa cena só para dizer que não tem piedade de ninguém. E claro que a mãe da miúda está viva e a viver à grande com os poderosos do momento. Enfim com tanto potencial a série é um desperdício de tempo, não só porque trata o espectador como um idiota, mas também porque é visível que a série não está minimamente estruturada para chegar a algo.

Nota: 7.1/6.2

Esta foi uma rubrica inicial de avanço sobre a fall season volta dentro de dias para entrar no ritmo semanal dos episódios visionados por mim.

Até já.

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