Notas da Semana #3 – Homeland e Once Upon a Time em lados opostos

Posted: 2012/10/20 in Notas da Semana, Novidades, Séries Americanas
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Numa altura em que ainda algumas estreias vão surgindo, também é o momento em que algumas séries começam a marcar terreno. Esta semana passamos em revista alguns dos destaques das duas semanas anteriores e também reciclamos o que não vale a pena continuar a ver. Em vez do modelo de vos contar cada episódio e as notas e forma a ajustar um pouco mais este espaço passa a incluir apenas o que se destaca na semana e não tudo o que dá (ou vejo) durante a semana. Por agora  entramos com Dexter, Homeland e Once Upon a Time a sua primeira fase das novas temporadas, olhamos para  as estreias de Nashville,  American Horror Story e Walking Dead.

Dexter

Estes primeiros três episódios de Dexter são o inicio de uma nova fase e aparentemente o caminho para o final. Debra descobre que Dexter é um serial killer, entende-se que explorar esta descoberta não era fácil para os argumentistas e sobretudo porque faltando ainda 24 episódios (supostamente) para o fim da série. Não se podia ir pelo caminho mais simples de meter Dexter em fuga ou algo parecido. Sendo assim optaram por tornar Debra cúmplice o que acaba por jogar um bocado com a dualidade da situação de ambos e claro Dexter a tentar fazer entender à irmã que nem tudo o que ele faz é assim tão condenável como se viu no terceiro capítulo. O que tem safado esta temporada é que à partida temos um bom enredo de apoio, pois o acto (mal pensado) de matar Viktor acabou por meter a máfia no encalço do protagonista. Com isto já tivemos duas vitimas (ou três), digamos que eram dois personagens pouco relevantes. Ao terceiro episódio a série já me fez respirar de alívio sobre o rumo disto, claro que há situações que é difícil engolir sobretudo relacionadas com a forma como a Debra lida com isto, mas entendo. Sobretudo o que me agradou é que de facto Dexter além de ter a máfia no seu encalço, certamente vai ter a LaGuerta que iniciou a sua própria investigação. Continuo a achar que o Quinn e o Batista são personagens dispensáveis e espera-se que pelos menos o Quinn, dado que se está a meter em terreno perigoso, possa a certa altura também morrer, o que era óptimo. A nota por agora até é positiva, vamos esperar que isto não se espalhe ao comprido até porque estão a introduzir demasiadas histórias para uma só temporada.

Homeland

Esta segunda temporada começou muito bem. Carrie e Brody estão agora em posições opostas, ela fora da CIA e ele com um lugar de Senador. E isto não poderia ser melhor para começar aqui uma temporada em que o jogo das ameaças internas os coloque em situações delicadas. Carrie a recuperar de uma intervenção médica tenta manter o equilíbrio da sua sanidade, mas este esforço é posto em causa quando é contactada para ajudar numa missão em Beirute. Num jogo exímio de momentos de grande tensão e uma quase morte, Carrie leva a bom porto a sua missão sem antes passar mais uma vez por cima dos protocolos. Tudo parecia correr bem mas alguém voltou a interferir, ou seja Brody viu-se obrigado pela sua posição a correr riscos e soltar informação para proteger Abu Nazir. Tudo fazia crer que apesar dos percalços ambas as missões foram bem sucedidas, mas para Brody o inferno está só a começar. Com a descoberta de que Carrie afinal esteve certa desde o primeiro momento e Brody a perder o controlo sobre as suas acções sobretudo em relação a ao tipo que produziu o colete bomba. Agora resta-nos ficar a roer as unhas para ver o que se segue. A série está a nível excepcional e todo o enredo mais uma vez parece estar muito bem construindo. Raramente uma série chega a este ponto ao terceiro episódio, é comum enrolar-se um pouco até meio antes de rebentar a bomba de ignição, mas aqui isso já aconteceu e portanto o rastilho agora está imparável e cada semana que passa o entusiasmo é maior sobre o rumo desta história.

Once Upon a Time

Confesso que me sinto um bocado perdido com este inicio de temporada, se o primeiro episódio foi meio sem saber onde isto ia parar agora teme-se que a série esteja divida em três pontos completamente distintos o que pode provocar aqui alguns problemas. Em Storybrook os personagens descobrem quem são na realidade, algumas histórias encerradas começam a tentar florescer mas falta mais conteúdo do que ser somente a forma de voltar a entrar no reino da fantasia, Charming herói da vila não me está a cair nada bem. Do outro lado temos Emma e Snow White perdidas num reino de caos  e com a magia perdida as buscas para sair dali parecem não ter grandes frutos. Neste ultimo episódio que serviu para trazer de volta a mãe de Regina o que vimos foi praticamente nada. Não sei como querem resolver aquilo sem enredo. Depois temos o aborrecimento das histórias do passado que podem funcionar como paralelismo ao presente mas é insistir talvez na formula que nesta segunda temporada não está a surtir aquele toque de mistério sobre o quem é quem que brilhou na primeira temporada. Por agora o saldo é ligeiramente negativo.

As estreias da semana

Nashville parece ser a série mais promissora das novidades que têm surgido na tv americana por estes dias. Tem um elenco bem conseguido, tem um cenário em Nashville pouco habitual, tem uma história que tem tanto de actual como de interessante e sobretudo tem a música que conduz magistralmente o enredo da série. Uma aposta que se conseguir marcar o seu terreno é capaz de ser um hit dentro em breve.

o segundo volume de American Horror Story apresentou-se consistente mas arriscou sair da área de conforto. Estando no primeiro episódio é difícil perceber se estamos perante um enredo que envolve aliens ou somente experiências científicas que correram muito mal. O que ficou algo claro é que esta não é uma temporada sobre fantasmas, portanto a fasquia subiu e apesar de manter o nível de terror psicológico que nos prendeu na primeira temporada temos um cenário muito mais perturbante que a mansão. O Asilo parece ser um local onde tudo pode acontece e entre loucos, freiras, médicos e gente apanhada no meio daquilo, tem tudo para surpreender. Claro o toque de anos 60 ajuda a promover uma atmosfera muito macabra.

Walking Dead voltou das suas férias agora com promessas de uma nova vida, que não podia começar pior. A necessidade de procurar um lugar para a criança nascer leva-os para dentro de uma prisão, que só podia estar cheia de mortos vivos, mas se calhar algo mais. A série nunca teve um grande enredo é certo, basicamente temos de nos contentar com o manual de sobrevivência do Rick. Surgem agora outras personagens, só espero é que a série não vá ficar dividida em dois lado durante a temporada inteira, mas deve ser isso que vai acontecer. Há que encher 16 episódios. Não foi um inicio mau para o que a série é, era escusado era aquele momento talhante no final como se o acto em si fosse salvar alguém. Há coisas que até para uma série de mortos vivos não fazem sentido.

Séries para meter no lixo

Infelizmente a tv americana é cheia de coisas que não valem a pena ver, há quem goste e há quem deteste eu simplesmente vou ignorar. Series como Emily Owens MD ou mesmo Beauty and the Beast são a prova do vazio que por vezes carrega este canal. Não me espanta as audiências que tem. Arrow tem um bom argumento mas peca por estar neste canal, é a melhor coisa que o canal fez em muito tempo. Mas vale a pena ver sabendo que o canal não a vai permitir crescer em qualidade? Ainda hoje reparei nas audiências de Nikita e aquilo é terrível em números.  A série será assim tão má? Não é, mas neste canal a capacidade de crescer é nula e portanto vai desaparecer sem glória alguma. A CW continua a ser um canal que se nivela demasiado por baixo, não sei se é por ser afiliada da CBS, mas mesmo para o target que se dirige isto é tudo muito fraco.

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