2012

Este tem sido um ano complicado a vários níveis, seja pessoal ou mesmo em termos gerais, de facto as coisas mudam tão rapidamente que por vezes nem damos por elas, ou só nos apercebemos quando tudo acaba. Mas não vale a pena  lamentar a nossa sorte, melhores dias virão. O que me traz hoje aqui é uma pequena retrospectiva sobre o ano que passou. Com algumas estreias relativamente marcantes, séries que terminaram e um futuro pouco promissor.

Mas antes disso quero agradecer o facto de ter sido nomeados nos TCN Blog Awards por um dos textos publicados nesta crónica mensal. Não ganhei, nem esperava, mas ver algo que escrevi levar algum reconhecimento é sem dúvida um orgulho, e portanto tenho de agradecer sobretudo ao Guerra por me ter convidado para fazer parte deste projecto.

E agora vamos olhar para alguns momentos marcantes, sem grandes descrições mas que de alguma forma foram deixando as suas marcas nas várias séries do ano que agora está a terminar.

A primeira recordação do ano foi o final de Chuck, muitas dúvidas ficaram sobre se aquele seria um bom ou mau final, numa série que sempre brincou muito com clichés das séries de acção a minha reacção é que foi um pouco triste não terem dado um final feliz. Mas certamente que deixa espaço para que quem sabe um dia a série possa ter um filme. Não se fala nisso, mas eu gostava.

Uma das séries que eu de alguma forma tinha algum carinho era Pan Am, a série rapidamente se percebeu que não iria durar, erros foram cometidos e trocas de episódios baralharam tudo. Mas a história estava lá, o potencial também, por momentos pensei que poderia ressuscitar no cabo, onde devia ter nascido provavelmente. Nesta linha de flops com potencial The River também se revelou algo interessante após um desastroso inicio, mas estava condenada desde o princípio.

Game of Thrones chegou com uma temporada não tão bem conseguida como a primeira mas com momentos de cortar o fôlego, a batalha final foi um desses momentos, assim como a cena dos Walkers em que finalmente conhecemos o grande inimigo por detrás da muralha de gelo. Conseguirá a terceira temporada manter o nível desta complexa trama? Mais uns 50 personagens vão entrar, já estava na hora de alargar o número de episódios.

Confesso que nunca fui muito fã das comédias destes canais de cabo e isso comprovou-se com duas séries bastante fracas mas que por insondáveis mistérios se tornam cultos, neste caso falo de Veep e Girls, que neste ultimo caso para mim foi das piores coisas que vi na HBO desde há uns anos, mas nem todos podemos gostar de arroz.

Mas já que falo em comédias as duas séries que descobri este ano e que merecem destaque são Don’t Trust Bitch on Apartment 23 e Happy Endings, cada uma ao seu estilo muito louco, mas que depois das primeiras doses de episódios mais fracas se tornam algo muito bom de assistir, infelizmente este ano estão a caminho do cancelamento, é sempre assim quando algo é bom demais.

Maio foi aquele mês dos cancelamentos, nada de surpreendente até porque House já estava previamente anunciada que ia acabar, assim como Desperate Housewives que a propósito foram motivo da crónica que me levou a ser nomeado nos TCN Blog Awards. Vejam aqui.

O verão foi marcado por algumas desilusões onde se incluem Falling Skies,para a qual continuo a ter uma visão de simples entretenimento que não se preocupa em ir muito longe, só dessa forma vale a pena ver a série. Dallas que de tão má consegue ser a pérola do verão, com uma história tão recambulesca e mal escrita que podemos imaginar que estamos a ver uma sitcom. Tem o seu saudosismo, mas esperemos que tenham noção que há muito a melhorar na sua continuidade. O verão também trouxe o final de Eureka, que infelizmente e como se previa não conseguiu ser mais do que algo feito à pressa e Weeds que não deixa saudades nenhumas infelizmente. De que vale finais previamente antecipados se no fim são maus na mesma?

E a Fall Season essa louca que este ano não trouxe nada de jeito? Temos umas coisinhas como Nashville, mas que sofre o síndrome de novela mexicana. Temos Last Resort que confirma a tradição de séries com boa premissa mas que ninguém sabe o que fazer com elas e perde-se rapidamente. Comédias com Mathew Perry que finalmente tem sucesso, esta é a única real novidade do ano.

No cabo American Horror Story não consegue surpreender tanto como no primeiro volume, Homeland com grandes momentos mas com alguma dificuldade em superar a ansiedade da primeira season, mas com um final bombástico. Dexter não vou comentar o final porque todos sabemos que podia ter sido diferente, a final season não começa da melhor maneira e eu já não gosto deste Dexter.

Em 2013 o futuro é incerto, anunciam-se mais finais como o de 30 Rock que continua a ser uma das minhas comédias favoritas, espero que feche em grande.

E tudo o mais é esperar para ver, quanto a mim deixo aqui umas ultimas palavras. Esta é a última crónica do ano e também do The Moodys Effect, opto por encerrar esta saga  de ano e meio por aqui porque o meu futuro próximo é incerto, não é por causa do anunciado fim do mundo, mas sim porque a minha vida vai mudar radicalmente e portanto não sei até que ponto é garantida a minha continuada colaboração regular. Tudo farei para que continue, com um outro formato, mas por agora é um até breve. Agradeço a todos os que leram, aos que comentaram, e sobretudo ao Imagens Projectadas que é a origem desta crónica.

Um 2013 cheio de novidades.

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