Fall Season 2013 – Os Novos Dramas Parte 2

Posted: 2013/10/04 in Novidades, Séries Americanas
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MASTERS OF SEX (SEASON 1)Na segunda semana de estreias é quando surgem normalmente as grandes apostas, mas este ano as coisas parece não andar muito famosas para as novidades, sobretudo para a ABC que tem estreado séries com resultados algo preocupantes, tirando claro o caso de SHIELD que foi a melhor estreia do canal em algum tempo. Mas as propostas que apresentamos de seguida provam a fragilidade das opções dos canais, sobretudo porque duas delas estão muito bem encaminhadas para serem canceladas sem que ninguém dê pela sua presença. Erros de casting, erros estratégicos da grelha e sobretudo histórias que deixam algo a desejar. No entanto surgem sempre boas apostas… no cabo.

Seguem-se mais quatro novidades das séries de drama estreadas nos últimos dias:

Lucky 7 (ABC) 

Apesar de ser uma série que se foca na sorte alheia dos jogos de azar é talvez a mais azarada da temporada. Não sei se há muito a dizer sobre a série porque ficou evidente muito cedo que seria um dos flops da época. A história adaptada de um original inglês, The Syndicate, conta a história de 7 personagens que diariamente lutam para sobreviver com o pouco que conseguem numa loja e que ganham inesperadamente a lotaria que durante anos partilhavam a aposta juntos. Mas antes disto a série explora os acontecimentos que antecedem aquilo que já sabíamos e não podia cair mais na banalidade. Uma tentativa de assalto mal conseguida, um dos elementos que optou por não jogar por não acreditar na sorte e uma série de outras personagens com os mais diversos problemas pessoais. Depois explora a rivalidade entre os vencedores. O episódio em si não é mau, o elenco é relativamente competente mas sem muita química. A história é que não é propriamente apelativa no conjunto da fall season. Depois do primeiro episódio acho que ninguém fica com muita vontade de ver mais porque não existe obviamente um objectivo, o de ganhar a lotaria já foi conseguido o resto é a dimensão habitual de cada um entender à sua maneira a sua fortuna. Fiquei com a sensação que já vi aquilo em algum lado. Os primeiros resultados não são animadores não vale a pena seguir porque irá sair do ar rapidamente. (ACT: A série foi oficialmente cancelada ao segundo episódio)

4/10

Betrayal (ABC)

Quando se fala em química do elenco normalmente podemos viajar no tempo e lembrar como Lost o fazia, mesmo envolto num mar de estranhas coincidências a química entre os personagens guiava a série. Este caso deveria viver disso mas não consegue.  Esta é a história de Sara e Jack, ela uma conhecida fotógrafa e ele um advogado de uma importante família poderosa. Ambos são casados (com outras pessoas) com relações obviamente sem chama e isso leva-os numa jornada de descoberta de novos sentimentos. Só que a relação está condenada à partida quando as vidas de ambos cruzam outras histórias, sobretudo um crime. Este é o ponto de partida, mas todo o episódio é envolto na relação inicial de Sara e Jack, os encontros e desencontros e a tentação que os leva a trair ambas as famílias… só que os protagonistas não convencem ninguém. O piloto é aborrecido e a história central parece uma novela mexicana só falta o sotaque. Não há realmente muito para ver aqui e fico espantada com as escolhas da ABC para esta temporada, há séries na mid season claramente mais apelativas do que isto ou Lucky 7. Obviamente que o canal não pode focar a sua grelha em novelas tipo Revenge pois o resultado está à vista, vai ser cancelada e ninguém se vai lembrar da sua existência.

3.5/10

Masters of Sex (Showtime)

Como a fall season não se faz só se novidades nos grandes canais americanos a Showtime lançou nesta altura uma das suas grandes apostas. Esta é uma história baseada em factos reais sobre um dos casais mais polémicos dos anos 50 que iniciaram uma longa e exaustiva pesquisa sobre a sexualidade humana: William Masters e Virginia Johnson. A história inicia exactamente quando  ambos se conhecem e Virginia começa a ser colaboradora  de Dr. Masters em pesquisas pouco ortodoxas para a época, que incluem prostitutas e observação de casais. A série podia facilmente cair em lugares comuns mas o piloto consegue-nos mostrar de uma forma bastante clara ao que vem. O elenco movimenta-se muito bem neste biopic e foca-se sobretudo nas suas personalidades. William é um obstetra que quer saber mais, mas sabe pouco sobre a sexualidade, tem uma complicada forma de entender as mulheres, sobretudo quando não é capaz de aceitar a sua própria condição médica de não gerar filhos impondo à esposa tratamentos de infertilidade. Virginia é o espírito aberto que tem dois filhos e recusa-se a ter de viver ás custas de outros homens criando relações coloridas que não leva a sério, mas é sobretudo uma mulher fora da sua época que quer mais e luta por isso. É ela que dá o mote à série e abre os horizontes ao complicado Médico e que o ajudará a ir mais longe. A relação de ambos funciona bem pela sua polaridade e a série consegue rapidamente ser coerente numa época em que tudo aquilo era certamente mal visto pela sociedade. Sem exagerar na exposição sexual o seu uso é quase mecânico, tal como o estudo que os personagens procuram. É talvez o melhor piloto da temporada, só peca por ficarmos algo na dúvida de como isto conseguirá desenvolver-se no futuro e essa dúvida torna-se evidente ao segundo episódio.

9/10

Ironside (NBC)

Não há muito a dizer sobre esta série é na sua génese um procedural como tantos outros que andam por aí. A diferença? Tem o protagonista numa cadeira de rodas. Na base esta é a história de Robert Ironside que numa rusga acabou por ficar paraplégico, o piloto não nos informa claramente o que aconteceu, portanto podemos presumir que existirá a seu tempo algo sobre o assunto. A série podia nos mostrar algumas dificuldades do policia no seu dia a dia, em vez disso é o episódio gira em torno de uma uma rapariga que caiu do alto de um prédio, presume-se que possa ser crime andam ás voltas com suspeitos e concluem pouco de relevante. Blair Underwood é o protagonista e também produtor da série, mas parece que não brilha nem de um lado nem do outro. O personagem parece aceitar tão bem a sua condição que rapidamente nos esquecemos da cadeira, a realização é pobre sobretudo porque todos os espaços parecem ser adequados à passagem dessa cadeira o que por mais que se queira acreditar nisso não é real.  Tratando-se de um remake parece tudo muito pouco interessante, se nos anos 50 e 60 isto era uma forma de mostrar que se podia viver com essas condicionantes hoje em dia pouco importa porque está tudo facilitado com rampas e elevadores portanto o objectivo da série não convence. Como vão ser casos da semana nem vale a pena imaginar onde a série pode ir porque será sempre o mesmo.

4/10

O último lote de novidades no próximo artigo vamos olhar para as restantes comédias:  We are Men, Super Fun Night, The Millers, Welcome to the Family e Sean Saves the World

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