house

Com o final do ano começamos a olhar para trás para perceber o que fizemos de bom e de mau, o que podia ter sido melhor e o que ganhamos com o tempo que passou. No mundo das séries é igual, um ano gera imensas histórias muitos continuam outras acabam e outras ninguém se lembrará mais e este foi um relativamente produtivo com significativas mudanças no panorama televisivo. Esta rubrica limitada vai-nos levar numa pequena viagem no tempo para relembrar as séries que este ano se destacaram. Como é natural esta é a minha visão e certamente irão notar ausências significativas o que quer dizer que ou ainda não tive tempo de ver a temporada actual ou simplesmente não sigo a série. São 50 séries divididas em 5 capítulos, sem nenhuma ordem de preferência.

1. Banshee T1

Com o selo de Alan Ball ( True Blood) esta série foca-se na história de um ex condenado que ao matar o novo sheriff da pequena localidade que dá nome à série se aproveita desse facto para se passar pelo mesmo e assim fazer justiça à sua maneira, mas as suas intenções são moldadas com sombra do seu passado. É uma série cheia de acção e sexo qb. Não é das tramas mais originais até porque as semelhanças com Justified são algo gritantes mas tem o tom certo e as personagens conseguem ser bastante interessantes pela sua dualidade.

2. Shameless T3

A terceira temporada estreada no inicio do ano deixou um pouco a desejar relativamente ás anteriores mas este parece ser um ano de massacre de protagonistas e a mudança efectuada a custo pode de alguma forma ter salvo a série. As histórias continuam em torno das mesmas questões, dinheiro, álcool e sexo. Fiona a tentar safar a família de problemas, os irmãos e o pai a criarem ainda mais. É  uma série que vale a pena seguir pela insanidade das personagens  e por mostrar um universo menos bonito das cidades americanas. De destacar a presença do português Pepe Rapazote que foi lá deixar a sua marca.

3. Californication T6

Confesso que continuo a gostar desta série quase como no início mesmo tendo a impressão que as histórias se repetem temporada após temporada e esta sexta não foi excepção. Começou bem com um núcleo interessante de novas personagens e uma abordagem mais leve e cómica do que tinha sido na anterior, o problema é que no final pareceu que tudo ficou na mesma. Hank a tentar redimir-se para no fim cometer a mesma asneira e claro as piadas sexuais aos montes como faz parte.  Agora resta esperar pela última temporada que virá em Abril de 2014.

4. The Following T1

Das primeiras novas séries de 2013 esta foi a que depositei enormes expectativas sobretudo pelo género e pelo elenco. A história de um serial killer que cria uma espécie de culto à sua volta e juntos elaboram um plano diabólico para o salvar da prisão. No entanto se a primeira fase da história nos agarra e nos vicia no seu percurso sangrento a segunda metade é uma desgraça. Ainda hoje estou para perceber como é que se vai ser algo tão bom para algo completamente sem rumo e sem lógica numa só temporada. Não sei o que esperar na segunda mas há indícios de que pode ser mais do mesmo. Apesar de tudo é uma das séries mais marcantes do ano.

5. Dallas T2

O que esta série tem de especial é que consegue resgatar de uma forma algo curiosa o espírito da trama original, enredos à velocidade da luz, histórias que mudam de um momento para o outro, traições, imensos segredos. É um novelão à antiga e talvez por isso seja interessante de ver a continuidade da saga dos Ewing uns contra os outros. A temporada foi infelizmente atravessada pela morte de Larry Hagman, o JR,  e isso foi aproveitado pela série para seguir em frente mas também trazer velhas personagens de volta. Toda a mitologia do passado é sem dúvida uma mais valia e certamente continuará a ser aproveitada.

6. The Americans T1

Uma das grandes apostas em tramas de época do canal FX. Embora com um elenco que de alguma forma não é capaz de carregar a trama sobre a última década da guerra fria mas a história é interessante e bem escrita. A presença de espiões russos disfarçados nos EUA era algo que todos sabiam existir e a série evoca de forma bastante interessante a dualidade que as vidas destas pessoas tinham de passar. O ponto de vista dos espiões russos é algo que não estamos habituados a ver na tv, embora obviamente a série tente cair na ideia do deslumbre destas pessoas pela liberdade que os EUA lhes davam. É uma das séries do ano.

7. Being human T5

A temporada que encerra a série inglesa sofreu o mesmo problema que outras deste formato que duraram mais do que deviam. A história de uma amizade entre um lobisomem, um vampiro e um fantasma começou por ser interessante mas com um elenco praticamente renovado só restava contar uma pequena história e atar pontas soltas. Se por um lado o final até é original por outro fica a sensação que a temporada escusava de ter existido, porque não acrescentar nada de novo. Tenta de forma disfarçada manter um trio sobrenatural com as mesmas características do inicial, no entanto é uma série que merece destaque pela sua originalidade meio drama meio comédia, como tão bem os ingleses o fazem.

8. House of Cards T1

A série que marcou a mudança de rumo da ficção e mexeu com o conceito de ver tv, o exponencial crescimento do Netflix conseguiu com uma série online fazer um dos grandes sucessos do ano. A história das intrigas politicas no seio da casa branca com Kevin Spacey a liderar um elenco quase perfeito,  rapidamente caiu nas bocas do público e tornou-se uma das mais cotadas para prémios nos próximos tempos. É sem dúvida uma das mais altamente recomendadas e viciantes séries do ano.

9. Black Mirror T2

Pouca gente conhece esta série de curta duração mas que tem feito algum furor pelas temáticas que aborda. Na realidade cada episódio conta uma história única e surreal onde abordam temas do nosso quotidiano sobretudo sobre realitys e as redes sociais no futuro. De uma forma algo crua e extremamente visual viajamos por universos que não existem mas que não são muito distantes da realidade actual e com isso deixa-nos inquietos. São três episódios por temporada e valem muito a pena.

10. Broadchurch T1

De terras inglesas chega-nos este conto sobre uma pequena vila em Inglaterra que se vê a braços com um estranho crime de uma criança, os medos e os segredos daquelas pessoas começam aos poucos a vir à tona. Claro que este tipo de tramas nos traz logo a lembrança de Twin Peaks embora aqui não haja nada de sobrenatural mas a dimensão das personagens e dos seus actos é a sua mais valia. Para mim o final não é bem conseguido por algumas falhas óbvias mas a história não deixa de ser cativante por toda a atmosfera que carrega e pelas temáticas exploradas.

voltamos já com a segunda dose de séries de 2013.

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