Archive for the ‘Séries Portuguesas’ Category

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O mês de Maio é geralmente reservado para o final da época regular da ficção americana e por isso o número de estreias é muito reduzido e por essa razão este post será assim também. Fiquem com os destaques deste mês:

 

Dia 5: 24  Live Another Day – Fox

 

Dia 12 : O Tempo Entre Costuras – TVI

 

 

Dia 11: Rosemary’s Baby – NBC

 

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Mais um mês mais algumas séries novas e mais alguns regressos mediáticos. Abril encerra oficialmente a mid season com o mês seguinte a ter espaço para as season finale da maioria das séries das network americanas. Entretanto começam a surgir as novidades para o verão. E uma estreia portuguesa…

Abril não apresenta uma extensa lista de novidades como Março ou Janeiro mas há algumas séries que sem dúvida merecem ser vistas.  Podem contar com o regresso de Unforgettable (T2B), Continuum (T3), Game of Thrones (T4), Veep (T3), Nurse Jackie (T6), Californication (T7), Mad Men (T7A), Awkward (T4), Orphan Black (T2) e Devious Maids (T2).

Apresento de seguidas os trailers das novas séries a estrear durante o mês de Abril:

Dia 6: Turn – AMC

 

Dia 6: Silicon Valley – HBO

 

Dia 13: Years of Living Dangerously – SHO

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A RTP trouxe-nos há algumas semanas uma das propostas mais arrojadas de humor que temos visto nos últimos anos. De facto este é um produto que dificilmente irá gerar consensos devido à sua infindável capacidade de passar por cima do estabelecido e do óbvio. Depois de O Último a Sair que conseguiu um relativo sucesso ao desmontar freneticamente todos os clichés possíveis e imaginários dos reality shows Bruno Nogueira traz este Odisseia que vai mais longe ao sair fora de qualquer norma ficcional que a tv portuguesa já viu.

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Se há tema que sempre me apaixonou foi a tv, seja ela de que formas ou conteúdos. Sempre gostei de espreitar as grelhas de saber as novidades antecipadamente, de discutir em fóruns, mas estes são tempos complicados para esse meio em Portugal. A crise é desculpa para tudo e como não podia deixar de ser a tv vai ser uma das mais prejudicadas, porque se criou o estigma que é dinheiro mal gasto, que existem ordenados muito elevados e a eterna questão do que é serviço público. Claro que aqui me vou debruçar sobre a RTP, porquê? Porque nas privadas pouco há a dizer sobre ficção que não seja novela, só para me manter no tema do blog.

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Este fim de semana a rtp apresenta ‘Conexão’,  uma mini série de acção sobre o tráfico de droga entre Portugal e a Galiza, produzida pela Stopline Films. A produção será exibida em dois episódios de 90 minutos nos dias 19 e 20 de Março por volta das 22h. Aqui segue alguns videos de apresentação:

 

E ainda dia dia 24 estreia na rtp Portugal Tal & Qual, uma nova série de humor da autoria dos humoristas João Paulo Rodrigues e Pedro Alves (Quim Roscas e Zeca Estacionâncio) e que procura fazer um retrato social do Portugal profundo ‘ao contrário’ num estilo mockumetary, conta ainda com a narração de Eládio Climaco. Nas noites de Quinta feira por volta das 21h30.

Estreada no passado domingo dia 7 de Março a SIC apresentou uma das suas novas propostas de ficção, uma sitcom familiar, uma adaptação de um formato espanhol com o mesmo nome, como já vem sendo habitual nestes domínios do canal. A série gira em torno de uma família disfuncional onde todos se tentam safar à sua maneira. A história começa com o jovem casal Paulo (André Nunes) e Susana (Maya Booth) que prestes a adquirir uma casa e a casar vêm a sua vida andar para trás quando são roubados e têm de ir viver para casa dos pais dela. O sitio menos improvável para se ter uma relação sólida e feliz, pois lá habitam não só os pais dela como uma série de outros familiares que só atrapalham. Artur (José Pedro Gomes) o pai de Susana é que o se pode chamar que é o tipico chefe de família que resolve tudo à sua maneira e se mete nos mais estranhos negócios com o filho mais velho, Marco (Horácio), que é uma criança com 34 anos com dois filhos que o detestam e que conseguem ser mais adultos que o pai. A mãe de Susana, Glória (Rita Blanco) é uma manipuladora nata que usa a filha para chegar aos seus objectivos, e tenta por tudo deitar abaixo o casamento da filha, porque encontrou aquele que acha que seria o marido ideal para ela. No meio disto vive ainda Alfredo (Vitor Espadinha) o avô irreverente e que passa o tempo a ignorar quem está à sua volta e Mónica (Maria João Abreu) irmã de Glória, que é uma solteirona frustrada e que passa o tempo a tentar arranjar marido sem sucesso.

No meio destas personagens todas haveria espaço para muita comédia, mas na realidade ao final de 5 episódios foi mais o drama que propriamente a comédia. O género comédia não é dos mais fáceis de se produzir e esta série ainda está bastante verde para se ditar um fim, nota-se uma certa tendência para forçar a piada que é carregado pelos sons de fundo das cenas e pelas caretas à lá Malucos do riso (a produtora é a mesma, apesar de ter mudado de nome).

O elenco não se pode dizer que não seja competente sobretudo a maioria já tem diversos trabalhos na área da comédia, o casal José Pedro Gomes e Rita Blanco funciona bem, mas por vezes o texto não ajuda e o publico parece ser forçado a rir. Já o suposto casal protagonista André Nunes e Maya Booth parecem ser aqui a parte dramática e dificilmente as cenas onde deveríamos rir isso acontece, há drama a mais no meio daquela confusão. Depois temos alguns claros exageros de representação como é o caso da Maria João Abreu e o Marco Horácio que são personagens estereótipos de pessoas reais e que por vezes ficamos algo envergonhados por ver aquelas figuras.

A personagem que eu acho que poderia funcionar como alívio de alguma pressão que a série tem em cima  é o Vitor Espadinha que passa o tempo a mandar larachas no meio das conversas, teria piada se o texto fosse realmente mais inteligente e não é, acabando assim a personagem por ser uma espécie de robô no meio daquela casa que debita frases soltas.

É com agrado que se vê finalmente uma sitcom portuguesa (apesar de espanhola) no ar, mas aguarda-se que aquilo entre nos eixos, a série terá cerca de 70 episódios e portanto haverá mais que tempo de corrigir algumas coisas que falham a nível cénico e textual.

E uma nota final acerca desta adaptação, será que não temos autores em Portugal que consigam criar séries destas originais, porque é que temos sempre de depender dos formatos testados e usados de outros países? Quem gosta de escrever ficção certamente deve ficar um pouco frustrado ao ver uma série destas que soa algo banal ser na realidade uma tradução de algo espanhol.

Até breve.

A televisão portuguesa sofreu um rombo criativo na ultima década com a introdução das novelas em massa e de forma quase linha de montagem. Se trouxe alguma vantagem foi a abertura de espaço para novos actores e profissionais do audiovisual, porque de resto limitou-se a despejar o mesmo argumento vezes sem conta onde mudavam os cenários e as personagens.  O género acabou por se desgastar, mas em termos de audiências é o tipo de ficção dominante em Portugal ainda. Mas o que aqui quero expor é a nova abertura a novos conteúdos na linha de seriados. De facto a rtp tem sido a porta para que se comece finalmente a traçar um outro caminho, nem sempre fácil porque as audiências, mesmo na estação pública, são sempre importantes mesmo que se pense que não.

Ao longo dos últimos anos temos assistido a um desfilar de séries que oscilando entre alguma qualidade e alguma banalidade vão se impondo de forma sorrateira no quotidiano. E focando somente nesta fase mais evolutiva da rtp podemos olhar para alguns exemplos de qualidade como Conta-me como foi, que apesar de ser uma adaptação conseguiu o feito de se estender por alguns anos no ecrã. Não foi uma série fácil de assimilar no inicio era muito lenta e quase cinematográfica, mas aos poucos alinhou o seu ritmo e agora está a chegar à recta final percorrendo um percurso entre o ano de 68 e 74. Pai à força também estreada na linha de montagem da SP Televisão conseguiu apesar das oscilações algum tratamento irregular da rtp provar que tinha algo a dar e agora terá uma nova temporada , mesmo depois de já ter terminado as gravações há cerca de dois anos. Liberdade 21 foi outra das séries que surgiram de forma quase experimental,  a série nunca se impôs nas audiências e na grelha estando assim algures num baú da RTP por exibir mais de metade dos episódios.

Depois tivemos mais algumas séries como Um Lugar para Viver, Cidade Despida e também a ficção histórica com o Dia do Regicídio e as mini séries sobre a República. Um esforço claro na qualidade que a rtp venceu, mas que não conseguiu impor como marca do canal. A tvi tentou ir nesta linha e criou alguns seriados como Equador e Ele é Ela e um grupo de mini séries, mas claramente não conseguiu sair do registo de novela e essa é a grande dificuldade  deste tipo de ficção no canal. A sic sempre foi mais controlada e poucas são as séries que surgiram no canal, talvez lembrando algumas adaptações espanholas como Sete Vidas e Aqui não há quem viva, mas não é definitivamente o género que o canal procure, até porque na maioria dos casos são sitcoms mais ou menos longas.

Isto para dizer que o futuro passa por este género, mas ele não pode viver sozinho, é preciso um alinhamento, uma habituação e sobretudo alguma paciência para que as audiências se imponham e assim se possam criar condições de progredir no género.

No futuro próximo irão surgir algumas novidades, na maioria dos casos na rtp que apresenta agora algumas séries novas já no ar como Voo Directo e Maternidade e na sic com a Família Mata. Sabe-se também que as mini séries voltarão à tvi, mas definitivamente o espectro da maquina de montagem de novelas estará sempre por lá.

Resta esperar que quanto mais se faça, melhor sejam os produtos e sobretudo que as histórias se soltem de alguma inspiração americana evidente para que também autores e argumentistas tenham finalmente espaço para desenvolver projectos e que não se fique sempre pelos mesmos nomes.

E ficamos por aqui, as séries portuguesas terão sempre destaque logo que se justifique. Até breve.