The Moodys Effect VI – Sexo e Almofadas

Posted: 2012/02/26 in Crónicas, Moodys Effect, Séries Americanas

Antes de mais queria agradecer à academia por mais este prémio, à minha família, aos meus colegas de blog por não me lerem… esperem ano errado… (agora ouvem o som de algo rebobinando)…

Para começar queria destacar a importância que tiveram os leitores da minha anterior crónica na escolha do tema deste mês, a quantidade de votos deu-me um novo alento na procura de temas parvos e conversas idiotas. Aos dois que votaram uma grande salva de palmas, sendo que um deles sou eu a felicidade é imensa.

Este mês vamos falar de sexo portanto:

‘Esta crónica pode contar linguagem ou cenas susceptíveis de ferir a sensibilidade dos poucos leitores que clicam no link seguinte’

O sexo sempre foi dos temas mais controversos das séries de tv, a não ser que contem como tema as tripas na série Walking Dead, que é talvez a série menos sexual do cabo americano, portanto não vamos falar dela. Durante anos a tv escondeu sobre lençóis os corpos e os assuntos mais quentes, quando um actor ou actriz mostrava o rabo era o fim do mundo. Mas tudo mudou com a tv paga, canais como a HBO e a Showtime foram de certo modo as precursoras da nudez na tv (que muitas vezes estava restrita ao cinema), sendo o seu acesso limitado não havia todo um conjunto de regras para as censurar. Aliás a HBO é bem conhecida por algumas séries onde não poupou nos temas como Six Feet Under e Rome mas entre elas uma série que não durou muito tempo curiosamente chamada ‘Tell me You love Me’. Apesar do canal já ser conhecido por abusar da nudez a série quebrou algumas barreiras do que poderia ser quase pornografia, muita gente duvidou das cenas onde os actores interagiam mais do que aparentava, mas também não foi feliz e uma temporada chegou. E agora não há série do cabo que não tenha umas maminhas ao léu e uns corpos desnudos para salivar a audiência. Veja-se True Blood que passou de uma suposta série de terror a um desfile de corpos nus.

Mas este tema ocorreu-me devido a três séries que regressaram este mês de Janeiro, Californication, Shameless e Spartacus. São talvez as séries com mais sexualidade explícita neste momento, seja em acções ou em enredo. Californication nunca escondeu a sua sexualidade (muito hetero sem dúvida) e ao longo destas temporadas o desfile de nudez feminina é quase uma tradição… mas será a série capaz de viver além disso? As personagens demasiado sexualizadas acabam por perder a piada, no caso desta série temos o personagem Charlie Runkle que é claramente um fetiche dos autores, a quantidade de vezes em que é encontrado em situações masturbatórias é lamentável, o que tinha piada ao inicio agora tornou-se algo deveras embaraçoso, nem o Hank é tão tarado como esta personagem. Aliás se nos emmys existisse prémio para o mais tarado seria ele, logo a seguir ao Ryan Murphy.

Shameless é uma série bastante inteligente e consegue pegar nos assuntos mais controversos e dar-lhes uma imagem agradável. Mas a série acaba por viver também do sexo em demasia, senão basta contar a quantidade de vezes em que alguém do clã Gallagher está sem roupa. Episódio que não haja mamas a sacudir não é Shameless. Fora todos os assuntos relativos à sexualidade e mesmo a nudez frontal, que ou têm por objectivo provocar polémica ou por outro lado ser imagem de marca da série. Há quem veja por isso, mas como se sabe isso não chega ao fim de algum tempo, esperemos que não abusem nesse caminho.

E depois chega um canal desconhecido do público chamado Starz e a bomba rebenta: uma série das mais violentas que há memória e um desfile de soft porn em toda a linha. A tv atingiu a maturidade, já nada é impossível e esta série veio provar isso mesmo, e se ao primeiro episódio da segunda temporada tivemos uma das cenas mais memoráveis em termos de violência e sexo, o que mais virá a seguir já nem sabemos. A série não vive de um bom argumento, pois sempre foi a parte fraca, mas todo o sangue e arte das cenas de sexo/nudez abafa esse problema.

No entanto a tv britânica é diferente nessa área, normalmente as séries que são mais sexualizadas não abusam tanto e há sempre uma tentativa de que tudo tenha enquadramento. Skins, que já viu melhores dias, é um desses exemplos em que a linguagem e os personagens são demasiado estereotipados, mas não se nota tanto a tentativa de dar mais do que deve dar… preferem exagerar nos dramas pessoais e deixar que a sexualidade seja um elemento de contexto, como assunto relevante que é da adolescência.

Mas a tv mudou, o sexo transformou-se numa arma de audiências onde cabo domina a arte, as tv abertas fazem-no discretamente devido às suas limitações e casos como a série The Playboy Club tentaram de forma suave passar a barreira, mas rejeitadas pelo público por não darem aquilo que facilmente o cabo nos oferece (mamas ou rabos como preferirem) caíram em desgraça. Depois temos séries na linha de Gossip Girl que são sexualmente sugestivas mas não passam disso mesmo.

Seja como for a sexualidade é parte inerente do ser humano e a ficção não pode nem deve escondê-la, resta que o bom senso impere e se há séries em tudo funciona bem como Shameless (tem dias), há outras em que fica a dúvida sobre se os autores não têm somente na cabeça SEXO, como os casos de True Blood e Californication.

O tema da próxima semana vai focar-se em séries fora das fronteiras americanas e inglesas, fica ao vosso critério deixarem sugestões. Já que não gostam de comentar usem o Twitter @mbento00

Até breve.

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